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Após um breve bate papo sobre informalidades disse a ele que estava revendo alguns documentos e organizando a papelada em meu escritório.
Ao indagá-lo se estaria em seu escritório fui surpreendido por um discurso que ele fez a um só fôlego dizendo:- Eu não tenho sala de trabalho, aliás, nem quero, meu escritório são as salas de visitas de meus clientes e de meus clientes em potencial aqui, ali e acolá.
Este é um mundo de oportunidades raras e concorrentes mil, um mundo onde quem vence não são necessariamente os grandes, mas, os mais rápidos, isto significa que as grandes corporações estão começando a ter sérios problemas para sobreviver, pois, são as empresas ágeis que darão o tom a partir daqui, que o diga a velha General Motors com seu modelo de economia e mercado ultrapassados.
Vivemos em um mundo de reuniões virtuais e decisões instantâneas, logo, a palavra chave é velocidade e para isso você não pode ficar sentado em sua poltrona confortável de uma sala de escritório vislumbrando pela janela apenas os vultos das oportunidades que passam sem se quer te fazer um aceno.
Infelizmente as empresas ainda têm que conviver com dois tipos de pessoas, as que sugam energia da empresa, burocratas autoritários que tentam impor suas decisões e controlar pessoas através de regras burocráticas e hierarquia de comando autoritários e as que dão energia a empresa e conseguem perceber que vivemos em um mundo onde as pessoas assumem compromissos e agem apenas quando acreditam na visão e na missão de suas organizações e desde que estas têm suas ações embasadas em valores compartilhados.
É como ensina a jovem e fantástica futurista Hazel Henderson de 76 anos “já começamos a perceber que dinheiro não é riqueza, mas um sistema de valores. Ele apenas acompanha a riqueza real. E o que é riqueza real? Pessoas criativas, admiráveis, energéticas, trabalhando com a natureza, tirando sua subsistência de recursos ecológicos reais”. Estamos vivendo uma crise de percepção e de mudanças que muitos gestores da velha guarda ainda não conseguiram vislumbrar. Eles não entendem que estamos no início de uma grande oportunidade de nos reeducarmos sobre a força real dos recursos de pessoas comuns, onde prevalecem virtudes como simplicidade, gratidão, união, amor, prudência, fraternidade, confiança, sabedoria, solidariedade, diálogo, disciplina, humildade perseverança e tantas outras mais. Eles não entendem que o capital intelectual da empresas são as pessoas e que todas as pessoas na empresa deveriam ter um único cargo hierárquico; “sócio”.
Como “sócios” todos estarão unidos em uma aliança de pessoas que desejam alcançar um objetivo comum que é o desenvolvimento e crescimento de seu negócio.
Estarão preocupadas em descobrir e buscar o dinheiro novo, os chamados fresh Money, estarão atentas para entender o que poderá destruir os produtos e serviços de sua organização e articular em conjunto com os demais sócios estratégias de como deixar a concorrência o mais irrelevante possível.
Assim, por trás deste apelo igualitário não existem mais espaços para simples funcionários e colaboradores e gestores que apenas cumprem regras e procedimentos e que ficam sentadas em suas confortáveis cadeiras de suas salas climatizadas sem perceber que lá fora o mundo caminha a passos largos para uma nova forma de agir, de trabalhar e de gerir pessoas e empresas. Depois deste discurso de meu amigo não tive outra alternativa, a não ser desligar o computador e refletir sobre suas notáveis palavras.
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